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Galp desmente exclusivo do Correio da Manhã de ontem

Numa nota no Correio da Manhã de hoje, página 26, a Galp esclareceu  que continua a desenvolver "todos os esforços" (sic) para fazer a prospeção de petróleo ao largo de Aljezur, apesar de não estar a cumprir o prazo previsto (até 31 de maio).

A empresa garante que está a "cumprir escupulosamente todos os passos e requisitos exigíveis para executar este investimento no prazo mais curto do possível", (sic) desmentindo que tenha desistido de fazer o furo.

 

Os factos

 

O jornal “Correio da Manhã” desta quinta-feira 18 de maio, noticiou que a Galp teria desistido de fazer o furo ao largo de Aljezur.  No entanto, na sexta-feira 19 de maio, o mesmo jornal publicou uma nota onde refere que a Galp, desmentiu a desistência e afirmou que "continua a desenvolver 'todos os esforços' para fazer a prospeção de petróleo ao largo de Aljezur, apesar de não estar a cumprir o prazo previsto."

 

Em fevereiro passado, quando a GALP apresentou o seu plano estratégico, o presidente da Comissão Executiva e vice-presidente do conselho de administração, Carlos Gomes da Silva, tinha declarado que o furo da prospeção de petrróleo ao largo de Aljezur seria feito nos meses de abril ou maio. 

 

A efetivação do furo pelo consórcio ENI/GALP, que detém a licença, chegou a estar programado para o verão de 2016, mas perante o prolongamento da consulta pública, com pareceres maioritariamente negativos, o consórcio desistiu do plano inicial. O Governo decidiu então prolongar o prazo, argumentando que o fazia devido ao referido prolongamento da consulta pública e o consórcio planeou realizar o furo em abril/maio de 2017.

Segundo o “Correio da Manhã”, o consórcio já tinha preparado novo adiamento, mas o Governo não autorizou e a GALP garantiu ao jornal não ter prevista a realização de nenhum furo até 31 de maio.

 

Segundo a nota desta sexta-feira publicada pelo "Correio da Manhã", a Galp diz que está a cumprir "escrupulosamente todos os passos e requisitos exigíveis para executar este investimento no prazo mais curto possível". Porém, na verdade a Galp e o consórcio não cumpriram o estabelecido, nem ouvem as aspirações da população.

 

Apesar da Galp insistir em querer fazer o furo, o facto de passar mais um ano sem ser feito é um fruto positivo dos protestos da população e do movimento contra a exploração dos hidrocarbonetos, que tem continuado a crescer e a manifestar-se.

 

Em relação ao furo ao largo de Aljezur, ainda no passado dia 4 de maio o Tribunal tinha aceitado uma providência cautelar, apresentada pelo município de Odemira.

 

Segundo o jornal, a GALP tem uma licença, concedida pela Direção-Geral de Recursos Marítimos, para fazer estudos na área até janeiro de 2019.

 

 

Fonte: esquerda.net & Correio da Manhã (19 Maio 2017)

 

 

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