English Dutch French German Portuguese Spanish
Menu

Derrames de crude no Algarve? Outros desastres? Não contes com o governo!

Peniche Fossil Fuels Spill - July 2017 Peniche Fossil Fuels Spill - July 2017 Photo by: Peniche Livre de Petróleo

Nas últimas semanas, Portugal foi cenário de vários desastres de dimensões catastróficas. A forma como eclodiram – incêndios de enormes dimensões e um grave derrame de nafta -- indicam claramente riscos não só ambientais, económicos ou humanos, mas falhas muito graves na gestão de desastres por alguns dos serviços de protecção civil.

 

Falhas essas denunciadoras da pobreza de ideias, da ineficácia dos meios e da absoluta falta de visão no enquadramento das respostas no terreno.

 

O catastrófico incêndio na área de Pedrogão, de que até as imagens colhidas no espaço dão bem a dimensão avassaladora da tragédia, terá custado a vida a mais de cem pessoas, segundo números avançados pelos próprios moradores. Para alem disso, o saldo elevou-se a mais de 200 feridos humanos. Acrescente-se: os danos ambientais são incalculáveis e o número de animais consumidos naquele braseiro não está quantificado.

Mais recentemente, no dia 7 de Julho, três toneladas de óleo de nafta foram derramadas em Peniche. Em consequência deste crime ambiental e económico, cujas consequências ainda não foram todas colhidas, pelo menos três praias foram fechadas.

Muito resumidamente:

  1. Derrame de Nafta: O impacto negativo do vazamento atingiu e atinge não apenas as praias, mas também e por consequência o turismo local, grande fonte de receitas, assim como a (ainda nossa) indústria da pesca.
  2. O Grande Incêndio: Em Pedrogão os incêndios evidenciaram os meandros do jogo político: o uso e o abuso indevido de fundos doados e bens públicos e um vergonhoso e inqualificável desprezo pela confiança pública.

 

Pedrogão

Quatro semanas após o desastre – a realidade mostra-nos, por um lado, as populações afectadas, bastante à deriva, a enfrentarem um futuro muito sombrio; por outro, as autoridades, suas frouxas medidas prometidas e seus gabinetes de estudo rapidamente constituídos, foram ultrapassadas, atropeladas mesmo, pela resposta civil.

Quem foi salvar o povo, para além dos bombeiros, quase todos voluntários, foram voluntários enquadrados em associações e organizações civis, que partiram para o terreno. E todas as pessoas, que, de Norte a Sul, contribuíram de todos os modos para minorar a sua tragédia. Artistas, e gente anónima fizeram o que não fizeram aqueles de quem seria legitimo esperar-se acção e reação.

 

E perante estas respostas e estas dádivas como reagiu o governo? E o que fizeram as autoridades? Uma vergonha.

 

Ainda hoje não consigo entender a falta de infraestruturas de apoio, a falta de veículos para distribuir as mercadorias pelas as pessoas afetadas, a falta de funcionários do governo para gerirem e distribuírem todos os recursos captados. Sem falar, como é obvio, na captação de IVAs que a compra das dádivas alimentares garantem à cabeça, ao Estado. E a parte que lhe cabe nas doações pecuniárias confiadas a instituições… para isso, haverá sempre funcionários.

Enfim, faltam-me palavras para comentar o espanto e a mágoa que sinto perante a incompetência e o desinteresse evidenciados na gestão de desastre de tal magnitude...

 

O Derrame

Tal como uma chamada de atenção na frente contra a exploração de petróleo, podemos aqui ver os efeitos em pequena escala, como um derramamento de petróleo poderá destruir as economias locais e o meio ambiente, e os impactos negativos que se faz sentir por meses.

A Ministra do Mar e o governo seguem com os negócios de offshores na exploração de petróleo apesar da grande oposição, com difícil evolução sobre os verdadeiros problemas e varrendo para debaixo do tapete, sérias áreas de preocupação sobre o meio ambiente...

 

Confrontados com a realidade do que aconteceu nas últimas 4 semanas, não posso deixar de temer pelo nosso futuro em Portugal, se todos não levantarmos a voz sobre esta situação e dizermos que já chega.

 

Estamos a enfrentar provavelmente o maior desafio que Portugal teve de nos últimos 40 anos. Precisamos desesperadamente de líderes com ética, uma boa gestão dos nossos verdadeiros recursos – que são as pessoas e o nosso habitat natural - a nossa verdadeira economia (não o modelo de roleta russa económica que se tem estado a jogar até ao momento atual).

 

Nos próximos meses – temos que exigir responsabilidade e acautabilidade dos nossos líderes!

Precisamos fazê-los entender que não é o momento para se brincar aos jogos políticos e de guerras de ego. Precisamos fazê-los compreender que não queremos Portugal a assinar o acordo do CETA entre a União Europeia e o Canadá; que queremos que os contratos de exploração de petróleo sejam declarados anulados e sem efeito e, sem novos contratos no futuro; que não queremos as plantações de eucalipto; que nós não queremos "deep offshore mining" nos nossos mares - e que na realidade é tudo isso o que esperamos duma liderança com ética, que cuida do interesse do povo e não das grandes corporações - uma liderança que faz realmente o que é certo e positivo para todos e não só para alguns...

 

Você tem agora uma oportunidade em 1 de outubro de 2017 para passar uma mensagem forte para o governo durante o processo de eleições municipais, com o seu voto.

USE O SEU VOTO COM CUIDADO E COM PENSAMENTO SÉRIO... 

 

 

You are here: HomeNewsNoticiasDerrames de crude no Algarve? Outros desastres? Não contes com o governo!
  • ASMAA - Algarve Surf and Marine Activities Association
    NIPC: 510 381 952
    Tel: 00 351 282 182 103
    This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
    asmaa-algarve.org
    Rua Dr. Alberto Iria
    Lote 12, R/C Esq
    Porto de Môs
    Lagos 8600-580
    Portugal
Go to top